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Segunda-feira, 20 de Abril de 2026
Ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes em PE e SP é preso em Arcoverde, PE

Policial

Ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes em PE e SP é preso em Arcoverde, PE

O médico teria vitimado ao menos 14 mulheres no Estado e em São Paulo. Ele já havia sido preso, mas teve a prisão cautelar revogada.

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Um ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes mediante fraude foi preso na cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, nessa terça-feira (9). De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, que divulgou a prisão nesta quarta-feira (10), o médico teria vitimado ao menos 14 mulheres no Estado e em São Paulo. Ele já havia sido preso, mas teve a prisão cautelar revogada.

Contra José Adagmar Pereira de Moraes, que atuava como médico nos dois estados, foram expedidos dois mandados de prisão - sendo um pela Vara Criminal de Suzano, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e o outro pela 12ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça de Pernambuco. 

"Ele responde por violação sexual mediante fraude porque usava da função dele como médico ginecologista para exceder durante a consulta e abusar sexualmente das pacientes", detalhou a delegada da Mulher, Ana Luiza Mendonça, ao explicar que os crimes ocorriam dentro do consultório médico. 

Ana Luiza Mendonça também afirmou que o ginecologista abordava as mulheres durante as consultas de forma não usual:

Médico foi preso e levado ao GOE, no Recife (Foto: Divulgação/Polícia Civil de Pernambuco)

A delegada também frisou que, segundo o código de ética médica, em consultas íntimas ou consultas com mulheres, o ideal é que haja a presença de um assistente na sala. "Isso é um sinal de alerta, o médico não chamar um assistente", finalizou Ana Luiza.

O médico, que foi preso em outubro de 2020 em Suzano/SP pelo mesmo crime, chegou a ter o registro profissional cassado após as primeiras denúncias. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) havia decretado a interdição cautelar total e impediu o médico de exercer a profissão.

Uma das vítimas de José Adagmar, na época com 19 anos, contou ao g1 SP que procurou atendimento do médico em Suzano por sentir dores ao manter relações sexuais com o namorado. O profissional, segundo o relato da jovem à polícia, indicou que ela deveria ter mais parceiros sexuais - este caso foi registrado como estupro. 

Outra vítima, de 23 anos, atendida na cidade de São Paulo, deu detalhes de como o ginecologista agia durante as consultas. "Se eu te pedir para tirar a roupa aqui, na minha frente, como você ficaria?", teria sido uma das perguntas feitas pelo médico à jovem. 

Violação sexual mediante fraude
De acordo com o artigo 215 do Código Penal Brasileiro, a violação sexual mediante fraude é crime. "Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima", diz o trecho da lei. 

A pena é de reclusão para quem comete esse tipo de crime é de dois a seis anos, em caso de condenação.

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FONTE/CRÉDITOS: Via Folha de PE
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Reprodução/TV Globo
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