O Corpo de Bombeiros encontrou, na tarde desta quinta-feira (2), o corpo de um homem que estava desaparecido desde o dia 29 de maio, em Paulista, Região Metropolitana do Recife. De acordo com os Bombeiros, o homem foi arrastado pela enxurrada na rua Meia Lua, em Paratibe. Com isso, o número de mortes causadas pelas chuvas em Pernambuco chega a 127, levando em consideração os números divulgados anteriormente pelo Governo do Estado.
Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, o corpo foi encontrado no bairro do Catolé, próximo ao antigo matadouro e por trás do Shopping North Way, já em estado avançado de decomposição. O corpo foi entregue ao IML.
As buscas continuam, restando apenas uma vítima a ser resgatada, no bairro do Areeiro, em Camaragibe. Militares da Marinha e do Corpo de Bombeiros, com ajuda de cães farejadores, seguem realizando buscas no local.
O número de desabrigados subiu para 9.302 pessoas que estão alojadas em 111 instituições de 27 municípios. No total, 31 cidades decretaram estado de emergência e 51 tiveram algum tipo de prejuízo em consequência das chuvas.
Essa já é a maior catástrofe natural do século 21 no Estado e a maior de uma geração inteira.
Em 1966, uma grande cheia tomou conta do Recife. Era 30 de maio daquele ano quando diversas partes da cidade ficaram submersas devido ao transbordamento do rio Capibaribe. Imagens de acervos históricos mostram até mesmo a avenida Caxangá tomada por água.
O caos no Recife ganhou repercussão nacional. À época, a Folha de S.Paulo anunciava: "Calamidade pública no Recife inundado por chuvas". A água chegou a mais de dois metros de altura em diversos bairros da cidade. Os registros indicam 175 mortos, naquela que é a maior catástrofe natural do Estado em números.
Já em 1975, a cheia ficou marcada pelo boato do rompimento da barragem de Tapacurá e teve até registro de mortes por ataques cardíacos diante do susto causado pela notícia falsa.
Cerca de 80% do território habitado do Recife ficou debaixo d'água. O transbordamento do Capibaribe, em 17 de julho, paralisou a capital pernambucana e diversos municípios por ele banhados. Ao todo, 107 pessoas morreram naquele ano.
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