Com 100% das urnas apuradas, Raquel Lyra, do PSDB, foi eleita governadora de Pernambuco, neste domingo (30). Ela obteve 3.113.312 (58,70%) dos válidos, sendo a primeira mulher da história a ser eleita para o cargo no estado, vencendo Marília Arraes (Solidariedade). Marília conquistou 2.190.179 (41,30%) dos votos válidos.
Por volta das 19h10, com 89,53% das urnas apuradas, ela já tinha 2.798.956 votos, ou 58,87% dos válidos, e estava matematicamente eleita.
Na chapa de Raquel Lyra, Priscila Krause (Cidadania) foi eleita vice-governadora de Pernambuco. Esta também é a primeira vez no Brasil em que uma chapa composta por duas mulheres vence a disputa por um governo estadual.
A eleição de Raquel Lyra põe fim a uma sequência de 16 anos de mandatos do PSB à frente do governo de Pernambuco. Foram dois mandatos de Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em 2014, durante a disputa presidencial, e outros dois mandatos de Paulo Câmara (PSB), atual governador.
Total da Votação: 5.795.134 - 100% das urnas apuradas
- Válidos: 5.303.491 (91,52%)
- Brancos: 113.718 (1,96%)
- Nulos: 377.925 (6,52%)
- Abstenções: 1.213.707 (17,32%)
Perfil
Raquel Lyra nasceu no Recife, tem 43 anos e foi prefeita de Caruaru, no Agreste, por dois mandatos consecutivos. Renunciou ao cargo em março deste ano, para concorrer ao governo. Entre 2007 e 2016, foi filiada ao PSB e, em 2016, se filiou ao PSDB, partido do qual faz parte atualmente.
Ela é mãe de João, de 12 anos, e de Fernando, de 10 anos. O pai de Raquel, João Lyra Neto (PSDB), foi vice-governador de Eduardo Campos e assumiu o governo em 2014, quando Campos deixou o cargo para concorrer à Presidência.
Raquel é viúva. Ela era casada com o empresário Fernando Lucena, que morreu no dia 2 de outubro deste ano, dia das eleições para o primeiro turno. Ele estava em casa, em Caruaru, no Agreste, quando se sentiu mal. Chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.
Raquel Lyra é formada em direito pela UFPE. Já trabalhou como advogada do Banco do Nordeste e, em 2002, assumiu o cargo concursado de delegada da Polícia Federal, onde permaneceu até 2005. Ela renunciou ao cargo após passar no concurso para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Durante a gestão de Eduardo Campos, foi chefe da Procuradoria de Apoio Jurídico e Legislativo do governo, entre 2007 e 2010. Foi eleita deputada estadual em 2010, pelo PSB, mas licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria da Criança e da Juventude no segundo mandato de Eduardo Campos. Em 2014, foi reeleita deputada estadual.
Saiu do PSB em março de 2016, ano em que lançou candidatura à prefeitura de Caruaru. Foi eleita em primeiro turno, e foi a primeira mulher a assumir o cargo na cidade. Em 2020, foi reeleita, também em primeiro turno.
Campanha
O resultado do segundo turno foi o inverso do que aconteceu no primeiro turno, quando Marília Arraes ficou na frente, com 1.175.651 votos, ou 23,97% dos votos válidos, enquanto Raquel Lyra teve 1.009.556 votos, ou 20,58% dos votos válidos.
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